A QUESTÃO É POLÍTICA E NÃO ESTRITAMENTE TECNOLÓGICA O conceito é de DEMOCRACIA DIRETA

Defendemos o Programa Unidade Nacional embasado na Democracia Direta. Como tal, queremos inovar tecnologicamente para mudar a maneira como vamos conviver dentro do Sinal.

Para que a democracia ocorra, os meios são essenciais, mas a eles não se circunscreve. Alguns poderão defender tais aprimoramentos tecnológicos, porém se se mantiverem, como tem se mantido, o pensamento guia do Sinal sustentado no conceito de democracia representativa restrita, e ainda com estrutura regional, como se fosse o centro da vida política do Sindicato, inovação alguma de qualidade política estará sendo feita e estará em contradição com a realidade e necessidades dos filiados.

Estas eleições têm um caráter plebiscitário. O que estará em jogo é muito menos particularidades conjunturais e, sim, preponderantemente, o todo estrutural para o Sindicato, com vistas a capacitá-lo a agir potencialmente para obter resultados na pauta de reivindicações. A escolha está entre dois modelos.

Um, o modelo atual. Nele, os atos do conselho Nacional estão restritos à legitimidade das eleições, que se esvai. Em consequência, constata-se o isolamento político do Conselho Nacional, por tudo já demonstrado, inclusive na última tentativa eleitoreira de fazer uma AGN-eletrônica na qual mais de 90% dos participantes eram os próprios conselheiros do Sindicato; os filiados, apenas alguns, por não verem mais legitimidade no Conselho Nacional.

Segue-se, como prática, o exercício de monopólio da política sindical, com as consequências ruins que esse tipo de conduta está a gerar, no vácuo da hierarquia, ordem e obediência, porque sem ninguém para apoiar. Aguça também o paradoxo de que o cargo passa a ser apropriado pelos ocupantes, em lugar de expressar o coletivo e para o qual o cargo foi criado. Como todos os filiados e conselheiros regionais estão a discutir os temas nacionais, manter uma proposta regionalista é outra contradição. No nível nacional, a representação passa a ser formal e gravemente tenta substituir os filiados. É uma réplica do velho e desgastado sistema político brasileiro.

Outro, o modelo alternativo apresentado. Ele se propõe a mudar para fazer o novo Sinal com modernização, dentro do conceito de Democracia Direta. É o que está escrito no Programa Unidade Nacional, aqui já amplamente debatido. A Democracia Direta, e nela outra governança, é a resposta dos filiados para substituir a concepção atual de democracia representativa restrita. Essa é a inovação e para viabilizar-se usa as tecnologias disponíveis. Materialmente se manifesta entre escolher chapas conservadoras e chapas inovadoras. A questão é, pois, política, para responder à pergunta: Que Sinal queremos? A eleição será plebiscitária.

Paulo Eduardo de Freitas.

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