BC Saúde

Como é sabido, ao longo do tempo, por motivos diversos, o PASBC (novo nome: BC Saúde) deixou de ser considerado um programa de saúde que atendia, se não plenamente, mas de modo bastante satisfatório, às nossas necessidades em matéria de atenção à saúde. A recente elevação substancial dos valores mensais de contribuição afetou de forma significativa o orçamento dos servidores, situação que foi ainda mais agravada pela debandada de grande número de credenciados, que se recusaram a continuar prestando atendimento aos funcionários, seja pelo baixo valor do pagamento de seus serviços, seja pela demora na efetivação do crédito das importâncias que lhes eram devidas, seja por uma conjugação desses fatores negativos. Como decorrência dessa situação, os servidores, para não deixar de cuidar da saúde, se viram obrigados a procurar profissionais (médicos, clínicas, dentistas etc.) que não constam do rol de credenciados, sempre mediante pagamento integral dos serviços e em quantias sabidamente superiores às suas possibilidades financeiras, já reduzidas pelo aumento da contribuição mensal.

Diga-se de passagem, que o recente reajuste de mensalidade foi implementado com base em pesquisa de mercado realizada pelo Banco, mas que, ressalte-se, não teve os cuidados e o aprofundamento que merecia assunto de suma relevância para todos os servidores, principalmente os de idade mais avançada.

O Banco reajustou os valores das mensalidades e, até onde se sabe, não foram sanadas as falhas na gestão, tanto assim que, sem embargo das dificuldades impostas pela pandemia e pelo sistema de “home office”, o prazo para processamento dos pedidos de ressarcimento continua, em média, pelo menos por enquanto, a ser de 60 dias.

Um ponto fundamental sobre o BC Saúde é manter o conceito e prática de programa de saúde e rechaçar toda concepção e comparação a plano de saúde, aplicável a serviços análogos da iniciativa privada.

O BC Saúde tem que estar nas obrigações trabalhistas do Banco Central, e nunca como prestação de serviço autônomo à relação laboral. Sua administração terá que continuar exclusivamente sob a responsabilidade do Banco Central. Afastemos ameaças.

Diante desse quadro de dificuldades e desafios, adotaremos posição firme e constante pela melhoria dos serviços prestados pelo BC Saúde, pois é de se supor que o incremento de receita, decorrente da elevação significativa das contribuições mensais, acrescido das melhorias da gestão tão necessárias irão permitir sejamos profissionais credenciados remunerados em bases mais favoráveis que as atuais, reconhecidamente defasadas, e, assim, se possa recuperar o credenciamento dos que optaram por não mais nos atender, bem como, muito possivelmente, venham a ser credenciados novos profissionais e prestadores de serviços.

Grandes números do Programa BC Saúde

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

Nº ÍNDICES/2018=100

2018201920202019/20182020/20192020/2018
RECEITAS DE CONTRIBUIÇÕES100,0148,4175,948,4%18,5%75,9%
DESPESAS DE BENEFÍCIOS100,0109,189,29,1%-18,3%-10,8%
RESULTADO NO EXERCÍCIO
(BASE 2019 = 100 FATO DEFICIT 2018)
100,0431,0331,0%
Fonte: Portal BC Saúde

Este texto foi elaborado em conjunto pelas chapas:

Muda Sinal! – São Paulo

Novo Sinal – Rio de Janeiro

Representatividade e Modernização Sindical – Brasília

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