EXPERIÊNCIA NA DEFESA DA PARIDADE. O QUE PRECISA MUDAR NO SINAL

Os Conselhos Nacionais-CNs que governaram o Sinal desde 2013 não deram a devida atenção à defesa da Paridade, mesmo com posições pessoais a favor da Paridade de membros dos CNs.

Primeira parte

Dou meu testemunho. Em consequência, foram os aposentados que tiveram a iniciativa de organizar autonomamente, com a participação relevante de muitos servidores da ativa, o movimento desse segmento da categoria, pautando esse direito na agenda do sindicato. Foram dois grandes movimentos o de 2015 e o de 2019. Muitos dos que aqui leem são testemunhas.

Em 2019, com apenas um celular, vejam só, um celular, o movimento, vitorioso até então (desafios ainda existem), juntou quase 2.000 colegas, e entre 1.300/1.400 colegas mantiveram-se reunidos por mais de 100 dias, demonstrando a enorme capacidade de mobilização da categoria. O movimento foi organizado pelos princípios da Democracia Direta. Conceitos e práticas juntos.  

Os CNs, no período de 8 anos, e com 11 grandes estruturas (comparem a diferença de recursos), não conseguiram fazer demonstração igual, nem para temas como salário, o PASBC (novo nome: BC Saúde) e a busca da autonomia do BC. Por que motivo houve essa enorme diferença na mobilização da categoria?

Segunda Parte – proposta

Porque, entre outros fatores, os CNs têm demonstrado um conceito não adequado sobre entidade sindical e dele derivam adversidades, em especial a do método de direção sindical. É exatamente esse conceito e seus efeitos que, entendemos, devem ser substituídos no Sinal, se quisermos ter mobilização e potencial sucesso em nossos objetivos.

Vejam que, mesmo com muita transpiração por parte do CN, tão divulgada, o envolvimento da categoria deixou de acontecer, ainda que para isso tenham concorrido vários fatores. Os resultados positivos foram apenas pontuais. Os grandes temas permanecem pendentes.

Advogo a necessidade de substituir conceito e método, e não necessariamente pessoas. Entretanto dadas as posições recalcitrantes, a troca de pessoas torna-se imperativa, onde houver escolha. Portanto integrantes do CN aderentes à substituição proposta não precisam ser mudados (caso contrário, sim).

A proposta Programa Unidade Nacional dos filiados, baseada na Democracia Direta, traz uma adequada conceituação sobre entidade sindical e aponta práticas corretas de direção, várias vezes demonstradas na nossa trajetória sindical. Vimos isso na história da AFBC, nos muitos primeiros anos do Sinal, nos recentes movimentos de defesa da Paridade e no esforço da AGN dos filiados pela redemocratização. Esse é o centro da decisão nestas eleições dia 14/04. É a grande mudança inadiável e possível.

Depende somente do voto do filiado. Cabe a ele escolher o ponto focal de mudança. Cabe a ele escolher por quais conceitos e caminhos o Sinal deverá ser governado, isto é, se pelos atuais, com dificuldades de mobilização e de resultados (ficar na mesmice), ou pelos novos reapresentados, de potenciais chances de sucesso. Capacitemos o Sinal para vencer com o Programa Unidade Nacional dos filiados-Democracia Direta.

O futuro está bem próximo. Começa dia 14/04.

Paulo Eduardo de Freitas

Presidente Nacional da AFBC e do Sinal

Um dos coordenadores do movimento em Defesa da Paridade (2015 e 2019) Criador da proposta e movimento Democracia Direta no Sinal e um dos coordenadores

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