Manifesto

Caros Colegas do Banco Central,

Manifesto para as Eleições Sinal – 2021 – Programa Unidade Nacional

BRASÍLIA – RIO DE JANEIRO – SÃO PAULO

            A esperança é possível na adversidade. A realidade tem mostrado contínuas políticas contra os trabalhadores e, com muita ênfase, contra os servidores públicos, com perdas institucionais e materiais, como as emendas constitucionais 032/20 e 186/19 e as próprias perdas decorrentes da majoração dos percentuais de contribuições previdenciárias (reforma da previdência), alcançando inclusive aposentados, num verdadeiro confisco de renda, eis que não resultarão em qualquer benefício.

           Os últimos governos vêm desenvolvendo campanhas difamatórias contra os trabalhadores do setor privado e do setor público, elegendo-os alternadamente como alvos para redução de direitos e proteções trabalhistas.  Especialmente contra os servidores públicos. Virou praxe. É hora de dar uma demonstração de indignação e de modificação do final desse filme de terror.

           No âmbito interno ao Banco Central, a realidade está a merecer a nossa atuação. Há muito, a diretoria do BC não tem qualquer iniciativa a favor dos servidores, se não antes, de mais perdas de que são exemplos o reajuste do PASBC (Novo nome: BC Saúde), e a ausência de proteção à carreira e da autonomia orçamentária administrativa, na Lei 179/21 de Autonomia do Banco Central. Essas atitudes adversas avançam mais, na proporção em que a direção do Sindicato não constrói a ruptura com o imobilismo. É hora de novas atitudes e novo método, com uma nova direção sindical nacional.

          Os processos judiciais se acumulam e nunca há tempo e interesse para uma negociação por parte da diretoria do BC, nem mesmo quando há ordem do STF para o pagamento, a exemplo dos 28,86%. Depende de nós alterarmos essa indiferença, descaso e letargia da diretoria do BC nos assuntos de pessoal, sempre tendo presentes as circunstâncias conjunturais, que se alteram no tempo.

          E as atitudes dos governantes e da diretoria do BC não são decorrentes da pandemia, que assola o Brasil e o mundo, até porque tais problemas e condutas são anteriores a ela.

          As chapas Muda Sinal! – de São Paulo, Novo Sinal – do Rio de Janeiro, Representatividade e Modernização Sindical – de Brasília, unidas por este manifesto, pela primeira vez na história do Sinal a apresentar um programa nacional articulado e compromissado pelas chapas, que buscarão até as eleições a composição com as chapas das demais regionais, estabelecem com os filiados e filiadas e toda categoria um compromisso sólido, superando atomismos regionais, na perspectiva consistente e necessária de unidade nacional.

          Unidade Nacional, se recebermos o seu voto, a ser construída entre todos os filiados de norte a sul do País – porque isso é a unidade nacional -, como consequência de a nossa carreira, remuneração e direitos serem nacionais, e com o uso das tecnologias virtuais disponíveis (outro fato novo no Sinal). Essa integração capacitará o Sinal a atuar pela Internet, com participação de servidores da ativa e aposentados, especialmente nos temas institucionais mais decisivos para nós. Será uma prática nova no Sindicato e de impacto.  Num quadro de teletrabalho, essa iniciativa das chapas nesse programa de Unidade Nacional torna-se ainda mais evidente.

         Reafirmamos o compromisso com uma gestão cuidadosa, transparente, ética, com prestação de contas mensais, e prontidão nas comunicações do sindicato, inclusive administrativas. Especial atenção será dada à gestão econômica e eficiente dos recursos financeiros do Sindicato, oriundos da contribuição mensal dos filiados.

         As pessoas e os currículos dos candidatos são outra garantia oferecida aos filiados nestas eleições.

         As ideias e valores fortes e adicionais que caracterizam a atuação articulada das chapas Muda Sinal! Novo Sinal e Representatividade e Modernização Sindical são: independências política, moral e intelectual e o inabalável compromisso com a Democracia, com práticas de horizontalidade, liberdade de expressão e de proposições nacionais, hoje inexistentes, além de votações igualmente nacionais.

         A complexidade e extensão das temáticas reivindicativas e institucionais atribuídas ao Sinal, por nós assumidas, requerem estratégias variadas. Mobilização, diplomacia, embasamento e tecnicidade dos argumentos, articulação com outras entidades sindicais afins, construção de processos sindicais densos e consistentes, integração nacional dos filiados, legitimação das opiniões e ações do Sinal guiarão a nossa conduta de dirigentes.

        A pauta de reivindicações será sempre resultado do prévio debate e proposições nacionais, com a interação direta entre todas e todos nós de todo o País, e votação em assembleia. As demandas históricas, e sem solução até agora, já são da responsabilidade das chapas, tanto as de natureza econômica como institucionais, ambas com destaque em nossa gestão, como: o pagamento dos 28,86%, a preservação e melhorias do BC Saúde tão fundamental, a defesa de todos os direitos (entre eles paridade e integralidade), os aperfeiçoamentos na Lei 179/21 de Autonomia do Banco Central, especialmente a proteção à carreira e a tipificação dela como Exclusiva de Estado, e a autonomia orçamentária para os gastos da administração, inclusive de pessoal.  Outras reivindicações estão em nossa carta-programa detalhada. A conquista de um salário justo é obrigação sindical, e na primeira oportunidade conjuntural, traremos esse assunto à tona para as nossas iniciativas de campanha.  

       Mais do que reatividade aos fatos adversos, a nossa gestão estará marcada pela competência e disposição de sermos proativos na direção do Sinal. Uma AND-eletrônica é uma das propostas de implementação imediata para reorganizar a pauta do Sinal para a nova diretoria que, esperamos, seja eleita (uma tentativa recente de algumas Regionais, dentre as quais o conselho Regional/DF junto ao conselho Nacional não logrou sucesso, mas com as eleições, isso mudará). A governança do Sinal dependerá de estar legitimada pelos filiados. É o nosso compromisso.

      Com a esperança firme de merecer o seu voto, pela certeza de que estamos a apresentar um programa aderente ao Sinal de hoje, com impactos nos anos futuros, coragem e determinação de inovar e integrar ativos e aposentados, analistas e técnicos, antigos e novos, todos sem exceção, nacionalmente, para que o Sinal contribua para a possibilidade do sucesso de nossa categoria.

 

Brasil, março de 2021

Muda Sinal! – São Paulo

Novo Sinal – Rio de Janeiro

Representatividade e Modernização Sindical – Brasília

manifesto

Contatos:

sinaldemudanca.df@gmail.com

(61) 98427-0136 

sinaldemudanca.sp@gmail.com

(11) 98397-8612

sinaldemudanca.rj@gmail.com

(21) 99955-8802