TRANSIÇÃO DO SISTEMA ELEITORAL NO SINAL

As organizações e as sociedades têm transitado de um patamar A para um patamar B, em intervalos de tempo cada vez menores. É bem provável que, em breve, vivamos numa permanente transição. A transição torna as estruturas menos rígidas, as regras mais mutáveis e exige de nós adaptações.

No Sinal é de se esperar processo semelhante. Por 35 anos estamos na estrutura de eleição regional, a partir da qual forma-se a direção nacional. Esse modelo, outrora muito bom, se esgotou, quer por tornar-se obstáculo ao atingimento dos objetivos dos filiados (fruto do processo de monopolização e isolamento), quer por restringir-se a ouvir os filiados basicamente em épocas eleitorais (observaram quantas iniciativas eleitoreiras recentes?). É o modelo da democracia representativa restrita.  A porta do Banco, movimentação física, era o centro de referência da categoria e que foi destruída como tal. Os diretores são verdadeiros curingas: a mesma pessoa ocupa sucessivas e diferentes diretorias, decorrente da ideia de que o discurso político basta, como centro da verdade, das soluções e se torna esperança… vã. Espero que as eleições em 2021 sejam as últimas nesse modelo.

Visualizo as seguintes transições:

1ª. Transição: Do modelo atual para a ELEIÇÃO DIRETA NACIONAL, quando os filiados estiverem unidos nacionalmente, não apenas para serem ouvidos, mas por assumirem o Sinal como seu. A UNIFICAÇÃO DOS FILIADOS SERÁ O CENTRO DO PODER DO SINDICATO, no universo digital, e organizará a ação sindical nacionalmente e, em decorrência, elegerá a respectiva direção. Modelo da Democracia Direta. Será ainda transitoriamente com chapa e a rigidez atuais: chapa com diretores fixos e mandato de dois anos.

2ª. Transição: Do modelo de eleição direta nacional para eleição de diretores por meta do sindicato. Atingida a meta ou a sua frustração, encerra-se o mandato. Vai se excetuar a isso a administração do Sindicato que observará regra específica. Os dois anos serão o máximo do mandato e, em muitas ocasiões, não chegará a esse tempo. DIRETORES POR OBJETIVO. A escolha será pela competência específica, com a prevalência do conhecimento. O conhecimento e a ação política no mundo digital serão o centro da verdade e da busca das soluções.

Em síntese: A transição será do fixo para o flexível, do regional para o nacional, do mandato referenciado em prazo para o referenciado em objetivo, da direção sindical que promete fazer para o coletivo que faz, do estrito discurso político para o conhecimento e a ação política, do poder de um para o poder de todos, do físico para o digital.

Para isso, precisamos eleger as chapas que assumem o Programa Unidade Nacional-Democracia Direta.

O futuro está muito próximo. Começa dia 14/04.

Paulo Eduardo de Freitas

Sejamos sujeitos ativos da nossa história.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *